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Cancro do Pâncreas

O que é o cancro do pâncreas?

É um tumor maligno do pâncreas. Outra designação é também carcinoma do pâncreas.

É frequente? Existem factores de risco?

É o 5º tumor mais frequente e relativamente aos tumores do tubo digestivo é o 2º mais frequente, logo após o carcinoma do colon. É mais frequente nos homens que nas mulheres e tem uma maior incidência nos doentes com pancreatite crónica e em alguns tipos de diabetes. Associa-se frequentemente ao consumo de tabaco, à alimentação rica em carne e gordura, à exposição aos derivados do petróleo, e por vezes tem um carácter familiar.

Quais são os principais sintomas?

Os mais frequentes são a dor, o emagrecimento e a coloração amarelada da pele (icterícia). A dor manifesta-se mais frequentemente na parte superior do abdómen, mas também é usual manifestar-se com mais evidência na região dorso-lombar. A perda de peso é acompanhada de falta de apetite, enfartamento e por vezes diarreia. A icterícia é também uma manifestação frequente sobretudo nos tumores localizados na cabeça do pâncreas. No pâncreas distinguimos a cabeça, corpo e cauda. (ver foto). A localização mais frequente á a cabeça (70%). Os tumores que se localizam na cabeça, mais facilmente levam ao aparecimento de icterícia devido às suas relações de continuidade com as vias biliares que drenam a bílis. Os que se localizam no corpo e cauda desenvolvem-se de forma mais silenciosa, não levam ao aparecimento de icterícia e manifestam-se sobretudo por dor. Com o desenvolvimento as células neoplásicas disseminam-se na região e também à distância dando origem às metástases.

Como se diagnostica?

Para além das manifestações clínicas há análises de sangue que nos podem fazer suspeitar da doença e a confirmação passa por métodos de imagem que identificam a lesão. Habitualmente a ecografia abdominal, a TAC abdominal, Ressonância magnética e a ecoendoscopia são os métodos mais utilizados, embora cada um deles tenha a sua respectiva indicação. A confirmação histológica (estudo microscópico das biópsias) pode também estar indicação em alguns casos.

Como se trata o cancro do pâncreas?

Esta doença é ainda hoje de difícil controlo. A única possibilidade curativa é a cirurgia com ressecção do tumor. Mas nem todos os doentes podem ser submetidos a cirurgia. Dos que aparentemente podem ser operados, numa percentagem importante, durante o acto operatório, verifica-se que o tumor não é ressecável. A quimioterapia e a radioterapia são métodos de controlo do crescimento tumoral, que se utilizam em associação com a cirurgia ou em terapêuticas independentes como métodos paliativos. Chama-se terapêutica paliativa à que se utiliza com o objectivo de controlar os sintomas dos tumores que não são operáveis. Nestes métodos inclui-se por vezes a colocação de próteses nas vias biliares para controlo da icterícia.

Qual o prognóstico do cancro do pâncreas?

Trata-se de um tumor de difícil controlo. Os tumores da cabeça do pâncreas que são detectados precocemente, submetidos a cirurgia curativa têm uma sobrevida de cerca de 20% aos 5 anos. Os tumores do corpo e cauda são mais problemáticos. Se se conseguem tratar cirurgicamente a sobrevida aos 2 anos ronda os 5%. Quando não há condições cirúrgicas a sobrevida é menor.

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